Olha, eu precisava de um tempo para processar que a minha prateleira de temperos virou "commodity" no Mercado Livre.
Se você comprou por lá, sinto informar: a autora sou eu, o lucro não.
Mas tudo bem, a gente segue na luta e na reforma.
Dessa vez, decidi que a fase "branca e imaculada" passou.
Cansei de fingir que a cozinha é um laboratório suíço.
Meti um Con-tact preto nela.
Por que?
Porque o preto é elegante, é moderno e, sejamos honestas, esconde aquela poeira de cúrcuma que insiste em pular do pote.
prateleira de temperos

A saga do "só mais um potinho"
A prateleira agora está no limite físico.
O bom senso diz: "Pare de comprar tempero".
O meu cérebro responde: "E se eu comprar umas madeiras e subir a lateral?".
Pois é, a obsessão não tem cura, só tem novos andares.

E vamos falar a verdade?
Metade do meu amor pelo tempero é o vidrinho fofo.
Eu sou a acumuladora de potes de geleia, de mel e de qualquer conserva que tenha um design minimamente aceitável.
Se a empresa investe no vidro, ela já me ganhou.
É reciclagem? É.
Mas é principalmente porque eu não consigo ver um pote de vidro dando sopa sem querer batizá-lo com um punhado de páprica defumada.

Detalhes que ninguém pediu, mas eu dou:
O Fogãozinho:
Sim, aquele mini fogão ali é relíquia.
Coleção de jornaleiro de quando eu era pequena.
Ele continua ali, firme e forte, observando eu tentar não queimar o arroz 20 anos depois.
O Preto:
Se você está na dúvida, só vai.
Dá um ar de "cozinha de chef que sabe o que está fazendo" (mesmo que a gente só esteja decidindo qual miojo abrir).

No fim das contas, a cozinha é isso: um eterno "puxadinho" pra caber mais um sabor ou mais um vidro que a gente jurou que ia jogar fora.
Ficou melhor preta, não ficou?
E você?
Também sofre dessa doença de guardar vidro de geleia "porque um dia pode ser útil" ou já buscou ajuda profissional?
Me conta aqui nos comentários!



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