
Eu sei que eu sou apaixonada pelo pargo.
De todos os jeitos.
Cozido, grelhado, frito.
Cru, ainda prefiro atum, mas isso é outro assunto.
Agora… filé de pargo empanado é um capítulo à parte.
Porque empanar pargo dá aquela insegurança básica:
o peixe é delicado, não é barato, e ninguém quer morder uma crosta linda pra encontrar um interior seco e triste.
Essa versão aqui funciona.
Não por mágica, mas porque respeita o peixe, a cozinheira e a frigideira.
Se você chegou até aqui procurando uma receita de pargo empanado que dê certo, pode seguir sem medo.
Antes de tudo: o tipo de empanado
Esse é o empanado na farinha panko, no espírito dos katsu japoneses. Já fiz aqui no blog:
- tonkatsu (porco);
- torikatsu (frango);
- e agora… o de peixe, que eu não descobri que “katsu” que é.
Teve trocadilho.
Entendedores entenderão.
Não explico.
(E prometo que foi o último.)
Por que essa receita funciona
Três motivos simples:
- Temperatura controlada do óleo;
- Atenção à espessura do filé;
- Nada de temperar demais o peixe.
É isso.
O resto é conversa fiada. Deliciosa, mas fiada.
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| Acompanha arroz, farofa e autoafirmação! |
filé de pargo frito
Ingredientes:
Para temperar o peixe:
- 1 kg de filé de pargo;
- sal e pimenta do reino a gosto;
Para empanar:
- farinha panko;
- temperos para a farinha panko que você quiser;
- 2 ovos ligeiramente batidos;
- óleo o suficiente para fritar.
Modo de fazer:
- tempere os filés de pargo com o sal e a pimenta;
- tempere a farinha panko com sal, pimenta do reino, um tiquinho de páprica defumada e alho em pó. OU use um pouquinho de lemon pepper. Fica uma delícia.
- não tem mistério, né? Passe os filés nos ovos, depois na panko, e frite em imersão! Não precisa exagerar no óleo.
A dica que separa empanado bom de empanado traumático
- mantenha o óleo entre 160 °C e 170 °C.
- isso é o que garante:
- panko dourada;
- peixe cozido por dentro;
- zero gosto de fritura velha.
Óleo quente demais queima a farinha antes do peixe cozinhar.
Óleo frio encharca tudo.
Aqui, equilíbrio emocional e térmico.
Outra dica importantíssima (e pouco falada):
O filé de pargo não tem espessura uniforme. Ele começa gordinho e termina fininho.
- o que eu faço:
- corto o filé ao meio,
- frito primeiro as partes mais grossas,
- depois as mais fininhas.
Assim, ninguém fica seco nem passa do ponto.
Às vezes o peixeiro já vende assim separado. Ótimo, facilita a vida.
A melhor sobra de empanado da história:
- quando terminar de fritar os filés, desligue o fogo;
- jogue toda a farinha panko que sobrou direto no óleo quente;
- misture rapidamente (ela frita em segundos);
- retire com a escumadeira;
- espalhe num prato com papel-toalha, cubra com mais papel e pressione levemente.
O que sai dali não é sobra.
É farofa crocante de panko, dessas que desaparecem antes do peixe chegar à mesa.
Molho:
- eu fiz um molhinho de maionese, limão, pimenta do reino e alcaparras para acompanhar. Só misturar tudo a gosto. Vai misturando e provando até ficar do jeito que tu gosta.
Acompanhamentos do filé de pargo empanado:
- arroz bem carregado no alho e na cebola,
- a farofinha de panko (óbvio).
Se quiser algo diferente:
- purê de batata com alho e limão, a tal da skordália, que eu adoro.
- para mais ideias, veja acompanhamentos para peixe.
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| molho de alcaparras |





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